AIDS

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O que é a AIDS

Aids – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é a incapacidade do organismo de acionar os mecanismos de defesa natural do corpo humano.

Os primeiros casos foram identificados em meados de 1981, nas cidades de Los Angeles e Nova York, onde foi observado que algumas pessoas, a princípio homens adultos, homossexuais, estavam desenvolvendo dois tipos raros de doença: pneumonia causada por Pneumocystis Carinii e um câncer chamado Sarcoma de Kaposi. Estas pessoas apresentavam também comprometimento do sistema imunológico.

O agente causador da Aids é um retrovírus humano, denominado HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana, identificado pela primeira vez em 1983. Em 1986 outro retrovírus, denominado HIV-2 foi isolado pelos cientistas.

A origem da Aids, ainda é um mistério. A identificação de vários retrovírus de primatas não-humanos, na África sub-Sahariana, e a similaridade dos dois tipos de HIV com o Vírus da Imunodeficiência Simia - SIV, encontrado com freqüência nos macacos verdes africanos, levam alguns cientistas a apostar na hipótese de que a aids tenha evoluído destes primatas para o homem.


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Sobre a Camisinha

O uso da camisinha reduz o risco de transmissão do HIV. Aprenda a usá-la:


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Como usar camisinha

Camisinha Masculina

O preservativo masculino ou camisinha é uma capa de borracha (látex) que, ao ser colocada sobre o pênis, evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e do vírus causador da aids, o HIV. A camisinha pode também evitar a gravidez, agindo assim como um eficiente método contraceptivo.

Colocando a Camisinha:

Abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha.

Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto.

Desenrole a camisinha até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar o ar.

Só use lubrificante à base de água. Evite vaselina e outros lubrificantes à base de óleo.

Tirando a Camisinha:

Após a ejaculação, retire a camisinha com o pênis duro.

Fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha.

Dê um nó no meio da camisinha e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais de uma vez.

Usar a camisinha duas vezes não previne contra doenças e gravidez.

Passo a passo:

• Sempre coloque a camisinha antes do início da relação sexual;

• Coloque a camisinha quando o pênis estiver duro;

• Encaixe a camisinha na ponta do pênis, sem deixar o ar entrar;

• Vá desenrolando até que ele fique todo coberto;

• Não deixe a camisinha ficar apertada na ponta do pênis - deixe um espaço vazio na ponta da camisinha que servirá de depósito para o esperma;

• Aperte o bico da camisinha até sair todo o ar, mas cuidado para não apertar com muita força e estragar a camisinha;

• Se ela não ficar bem encaixada na ponta, ou se ficar ar dentro, a camisinha pode rasgar.

Camisinha Feminina

A camisinha feminina é uma "bolsa" feita de um plástico macio, o poliuretano, que é um material mais fino que o látex do preservativo masculino. Essa bolsa recebe o líquido que o homem libera na relação sexual, impedindo o contato direto dos espermatozóides com o canal vaginal e com o colo do útero da mulher, evitando assim a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, a transmissão do HIV, e prevenindo a gravidez não planejada.

A bolsa tem 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro, sendo, portanto, bem mais larga que o preservativo masculino. Tem, porém, maior lubrificação. Na extremidade fechada existe um anel flexível e móvel que serve de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. A borda do outro extremo termina em outro anel flexível, que vai cobrir a vulva (parte externa da vagina).

Colocando a Camisinha - Passo a passo:

Encontre uma posição confortável para você - pode ser em pé com um dos pés em cima de uma cadeira, sentada com os joelhos afastados, agachada ou deitada;

Segure a camisinha com o anel externo pendurado para baixo;

Aperte o anel interno e introduza na vagina;

Com o dedo indicador, empurre a camisinha o mais fundo possível (a camisinha deve cobrir o colo do útero);

O anel externo deve ficar uns 3 cm para fora da vagina - não estranhe, pois essa parte que fica para fora serve para aumentar a proteção (durante a penetração, pênis e vagina se alargam e então a camisinha se ajusta melhor);

Até que você e o seu parceiro tenham segurança, guie o pênis dele com a sua mão para dentro da sua vagina.


Obs.: com o vaivém do pênis, é normal que a camisinha se movimente. Se você sentir que o anel externo está sendo puxado para dentro, segure-o ou coloque mais lubrificante.

• Uma vez terminada a relação, retire a camisinha apertando o anel externo; torça a extremidade externa da bolsa para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha; puxe-a para fora delicadamente.

fonte: Ministério da Saúde - DST/AIDS


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Assim pega - Assim não pega

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno.


Assim Pega

  • sexo vaginal sem camisinha;
  • sexo anal sem camisinha;
  • sexo oral sem camisinha;
  • uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa;
  • transfusão de sangue contaminado;
  • mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Assim Não Pega

  • sexo, desde que se use corretamente a camisinha;
  • masturbação a dois;
  • beijo no rosto ou na boca;
  • suor e lágrima;
  • picada de inseto;
  • aperto de mão ou abraço;
  • talheres / copos;
  • assento de ônibus;
  • piscina, banheiros, pelo ar;
  • doação de sangue;
  • sabonete / toalha / lençóis.

fonte: Ministério da Saúde - DST/AIDS


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Prevenção

Diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Em um estudo realizado recentemente na Universidade de Wisconsin (EUA), demonstrou-se que o correto e sistemático uso de preservativos em todas as relações sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na prevenção da transmissão do HIV. Os autores desse estudo sugerem uma relação linear entre a freqüência do uso de preservativos e a redução do risco de transmissão, ou seja, quanto mais se usa a camisinha menor é o risco de contrair o HIV.

A camisinha é mesmo impermeável?

A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo feito nos National Institutes of Health dos Estados Unidos, ampliou-se o látex do preservativo (utilizando-se de microscópio eletrônico), esticando-o em 2 mil vezes e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de preservativos mais utilizadas em todo o mundo, ampliando 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros.

Em outro estudo mais antigo de 1992, que usou microesferas semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen, os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores a 0,01% do volume total. O estudo concluiu que, mesmo nos piores casos, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.

E por que às vezes estoura?

Quanto à possibilidade do preservativo estourar durante o ato sexual, as pesquisas sustentam que os rompimentos se devem muito mais ao uso incorreto do preservativo, do que a uma falha estrutural do produto. Nos Estados Unidos, um estudo realizado em 1989 indicou que a taxa de rompimento da camisinha era inferior a 1%. Porém, em 1994, foi conduzido um importante estudo multicêntrico sobre essa possibilidade em 8 países (República Dominicana, México, Estados Unidos, Gana, Quênia, Malawi, Nepal e Sri Lanka), encontrando-se, então, uma taxa de rompimento que variou entre 0,6% (no Sri-Lanka) a 13,3% (em Gana).

O dado mais convincente sobre a eficiência do preservativo na prevenção contra o HIV foi demonstrado por um estudo realizado entre casais, onde um dos parceiros estava infectado pelo HIV e o outro não. O estudo mostrou que, com o uso consistente dos preservativos, a taxa de infecção pelo HIV nos parceiros não infectados foi menor que 1% ao ano.

Diante dos resultados desses estudos, realizados por instituições renomadas e de credibilidade, pode-se dizer que o correto e freqüente uso do preservativo contribui de forma eficaz tanto para a prevenção de enfermidades quanto para evitar a ocorrência de gravidez não planejada.

fonte: Ministério da Saúde - DST/AIDS